Na edição de julho e agosto de 2022 do Clube de Pedais Velouria, mudamos novamente o ponto de partida.

Em vez de buscar inspiração em um pedal clássico, escolhemos dois amplificadores históricos e transformamos suas características de saturação em dois overdrives diferentes.

Os participantes podiam escolher entre o Flame, inspirado na sonoridade dos amplificadores Fender da era Blackface, e o AG47, baseado no lendário Silvertone 1484 Twin Twelve.

São duas escolas bastante diferentes de amplificação valvulada.

Os Fender Blackface se tornaram referência por uma resposta limpa ampla, definida e brilhante. Existe clareza no ataque, bastante espaço para a dinâmica do instrumento e uma equalização que deixa a guitarra respirar antes que a saturação comece a aparecer.

Quando esses amplificadores são empurrados, o comportamento muda progressivamente.

O som limpo começa a ganhar compressão, aparecem novos harmônicos e as bordas das notas passam a quebrar sem que toda a definição desapareça imediatamente.

Foi essa região que serviu como referência para o Flame.

A proposta não era simplesmente criar mais um overdrive com uma curva fixa de médios, mas buscar aquela sensação de um amplificador limpo começando a trabalhar além de sua zona de conforto.

Em regulagens mais suaves, o Flame pode acrescentar corpo e textura sem afastar demais o instrumento de seu timbre original.

Com mais ganho, a resposta passa para um crunch mais evidente, mantendo ataque e articulação suficientes para acordes e linhas mais complexas.

Do outro lado estava o AG47, inspirado no Silvertone 1484 Twin Twelve.

Lançado nos anos 60, o 1484 ocupava um universo bastante diferente dos Fender mais refinados daquele período.

O Twin Twelve possuía uma personalidade própria, com uma resposta menos comportada e uma saturação que se tornou especialmente interessante quando o amplificador era levado além dos sons limpos.

Existe uma textura mais crua nessa quebra.

A saturação pode parecer granulada, áspera e ligeiramente irregular, características que décadas depois ajudariam esses amplificadores a encontrar espaço em estilos como garage rock, indie e outras sonoridades em que imperfeição e personalidade são mais importantes do que um drive perfeitamente polido.

Foi esse comportamento que buscamos no AG47.

O pedal conta com controles de Level, Gain, Bass e Treble, levando para o formato de overdrive uma lógica muito próxima da interação com um preamp de amplificador.

Com pouco Gain, é possível trabalhar apenas a coloração e a resposta do circuito.

Conforme o ganho aumenta, surge uma saturação mais evidente, com aquela textura seca e crua que diferencia o universo do Silvertone de outras escolas clássicas de amplificação.

Bass e Treble permitem ajustar o pedal ao instrumento e ao amplificador utilizado, enquanto o Level controla o quanto o restante do equipamento será empurrado.

Colocados lado a lado, Flame e AG47 mostram duas maneiras bastante diferentes de chegar ao overdrive.

O Flame procura a abertura, a dinâmica e a quebra progressiva associadas aos Fender Blackface.

O AG47 explora um território mais áspero, granulado e carregado de personalidade a partir do Silvertone 1484.

Essa edição também reforçou uma possibilidade importante dentro do Clube.

Um circuito histórico interessante não precisa necessariamente estar dentro de um pedal.

Às vezes, a referência está em um amplificador inteiro e o desafio passa a ser identificar aquilo que torna sua resposta especial e transportar essa sensação para um formato compacto.

Em julho e agosto de 2022, fizemos isso duas vezes.

Dois amplificadores clássicos, duas personalidades e dois caminhos diferentes para transformar o som de um amp sendo empurrado em um overdrive para o pedalboard.Na edição de julho e agosto de 2022 do Clube de Pedais Velouria, mudamos novamente o ponto de partida.

Em vez de buscar inspiração em um pedal clássico, escolhemos dois amplificadores históricos e transformamos suas características de saturação em dois overdrives diferentes.

Os participantes podiam escolher entre o Flame, inspirado na sonoridade dos amplificadores Fender da era Blackface, e o AG47, baseado no lendário Silvertone 1484 Twin Twelve.

São duas escolas bastante diferentes de amplificação valvulada.

Os Fender Blackface se tornaram referência por uma resposta limpa ampla, definida e brilhante. Existe clareza no ataque, bastante espaço para a dinâmica do instrumento e uma equalização que deixa a guitarra respirar antes que a saturação comece a aparecer.

Quando esses amplificadores são empurrados, o comportamento muda progressivamente.

O som limpo começa a ganhar compressão, aparecem novos harmônicos e as bordas das notas passam a quebrar sem que toda a definição desapareça imediatamente.

Foi essa região que serviu como referência para o Flame.

A proposta não era simplesmente criar mais um overdrive com uma curva fixa de médios, mas buscar aquela sensação de um amplificador limpo começando a trabalhar além de sua zona de conforto.

Em regulagens mais suaves, o Flame pode acrescentar corpo e textura sem afastar demais o instrumento de seu timbre original.

Com mais ganho, a resposta passa para um crunch mais evidente, mantendo ataque e articulação suficientes para acordes e linhas mais complexas.

Do outro lado estava o AG47, inspirado no Silvertone 1484 Twin Twelve.

Lançado nos anos 60, o 1484 ocupava um universo bastante diferente dos Fender mais refinados daquele período.

O Twin Twelve possuía uma personalidade própria, com uma resposta menos comportada e uma saturação que se tornou especialmente interessante quando o amplificador era levado além dos sons limpos.

Existe uma textura mais crua nessa quebra.

A saturação pode parecer granulada, áspera e ligeiramente irregular, características que décadas depois ajudariam esses amplificadores a encontrar espaço em estilos como garage rock, indie e outras sonoridades em que imperfeição e personalidade são mais importantes do que um drive perfeitamente polido.

Foi esse comportamento que buscamos no AG47.

O pedal conta com controles de Level, Gain, Bass e Treble, levando para o formato de overdrive uma lógica muito próxima da interação com um preamp de amplificador.

Com pouco Gain, é possível trabalhar apenas a coloração e a resposta do circuito.

Conforme o ganho aumenta, surge uma saturação mais evidente, com aquela textura seca e crua que diferencia o universo do Silvertone de outras escolas clássicas de amplificação.

Bass e Treble permitem ajustar o pedal ao instrumento e ao amplificador utilizado, enquanto o Level controla o quanto o restante do equipamento será empurrado.

Colocados lado a lado, Flame e AG47 mostram duas maneiras bastante diferentes de chegar ao overdrive.

O Flame procura a abertura, a dinâmica e a quebra progressiva associadas aos Fender Blackface.

O AG47 explora um território mais áspero, granulado e carregado de personalidade a partir do Silvertone 1484.

Essa edição também reforçou uma possibilidade importante dentro do Clube.

Um circuito histórico interessante não precisa necessariamente estar dentro de um pedal.

Às vezes, a referência está em um amplificador inteiro e o desafio passa a ser identificar aquilo que torna sua resposta especial e transportar essa sensação para um formato compacto.

Em julho e agosto de 2022, fizemos isso duas vezes.

Dois amplificadores clássicos, duas personalidades e dois caminhos diferentes para transformar o som de um amp sendo empurrado em um overdrive para o pedalboard.